domingo, 16 de outubro de 2011

Índio



Foste a árvore intocada na queda do paraíso.

Tuas penas de liberdade com pinturas de guerras santas.

Pacíficos heróis de peles nuas sem ter calcanhar de Aquiles.

Tudo o que dizes é o som do profundo silêncio.

Um lamento de não ver nem mais um pássaro no céu.

Sumiu o anel do sinal de bodas com a mãe natureza.

Aparece a incerteza de que  tenhas um novo amanhã.


Santa Idade



Menino cheio de sonhos que pude encontrar dormindo.

Anda sorrindo até em meio aos pesadelos.

Seus apelos de brincar sem brinquedos.

Mereces chegar ao portão primeiro.

E livre enfim podendo molhar o jardim.

Renovar o princípio e moldar o seu fim.

Acordando ensopado de vida cheirando arlequim.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pelotão

Soldados dados de tão breve vida contrários a vã partida pra morrerem sem viver.

Cantando hinos hipnóticos em ritmos neuróticos no compasso da afirmação.

Desconhecidos avançam ao inimigo que nunca vão conhecer.

Retaguarda cobrida com armas compridas símbolos da aniquilação.

Matem ou morram pelo prazer sádico dos que não tem muito o que fazer.

Horror parindo a cada instante na melancólica coluna de infantaria.

As saudades dos amigos rabiscados nas trincheiras desertadas da nação.