Menina criada entre muros
Não se expõe nem pra si mesma
Conhece o mundo pelos lados das telas
Ninguém sabe ao certo se existe
Um apaixonado escondido a frente
E pede pra jogar suas tranças
Mas o chão esta firme como uma rocha
Seu cabelo estica mas não consegue beijar
Cresce com conceitos formados
Se casa pelos motivos errados
Ama sem nunca ter conhecido o Amor
Que torre tão alta que não permite a dor
Jogue-me suas tranças
Permita-se as lembranças
Não tenha medo de sofrer
Larga esse cabelo preso e foge
Lá bem distante de tudo
Dinamita logo esse muro
Que te limita de ver além
E olhe bem nos meus olhos
Se pensares direito
Que mal há em abrir o peito
Permitir os sabores
Arranhar as canelas
Se cansar da preguiça
Querida menina Rapunzel
Não queira sempre ir pro céu
Viva o aqui e agora do jeito que quiser
Seja feliz mesmo se perder os cabelos.