domingo, 4 de agosto de 2013

Isola-ação


Tocar ou ser tocado eis a questão.

Ver e esconder a palma da mão.

Medo do mundo e da rejeição.

Medo de ideias de fardos e farpas.

Caixa de carne do meu coração.

Despenca a chuva de lágrimas secas.

Sacos das pancadas de humilhação.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Anonymous



Anarquia que salva as pátrias da fome de ter o direito a sermos nós mesmos.
Não há quem possa se esconder por trás de montanhas de poder.
Outros discordam de seus métodos e, criticam seus saberes.
Nunca na história de nosso planeta ocorreu uma revolução destas.
Intimidações e violências não irão muito longe.
Mostra ao mundo pro que vieram e seremos muito mais felizes.
O nome é Anonymous, mais é impossível calar o povo em rede.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Paz Sado.




Meu relato se basta no fato que aconteceu a muito tempo.

No entanto o que me lembro são partes difusas da emoção.

Não devo julgar meu passado por conta de lembranças.

Os momentos que se foram levaram também a razão.

Hoje acordo sonhando e passo minha vigília dormindo.

Encontro os pedaços perdidos e junto um quebra cabeça danado.

Construo um muro em mim que me impede de ser amado.

sábado, 22 de junho de 2013

Duplo Filho


Palavras não foram feitas pra ficar, são feitas pra passar o tempo, de tempos em tempo.

Palavras são feitas pra voar, ao sabor do vento, de qualquer jeito, esvoaçando o peito.

Palavras são palavras, no reino do silêncio, sendo feitas de ouro e prata.

Palavras podem ser um tesouro guardado no céu, ou rasgando o véu da arca.

Palavras podem mostrar o inferno, frias ou quentes, de tanto questionar as relações do eterno.

Palavras puras, medidas, maduras, riscando a garganta da conjuntura.

Palavras parábolas de sabedorias encima de um monte de profecias.

domingo, 16 de junho de 2013

Thomas Edson


Toma Edson sua invenção, leve e ilumine a escuridão.

Não deves ter sabido o que destino guardou ao holofote da civilização.

Apesar de tudo, qual será agora a boa nova Edson?

São Tomás só acreditaria vendo o que nem os olhos podem entender.

Quão gentil foste pra nós que nem sabemos o que se passou com vós.

Obrigado por iluminar a consciência artificial da luz.

Na paz e ciência de acreditar na  chama que nos produz.

sábado, 25 de maio de 2013

Separação


Vê-se em meus olhos um brilho de dor, uma lágrima presa, um resto de orgulho.

Nada mais possui cor, nada mais possui luz, tudo fica sombrio.

O meu corpo esta vazio, acho que não tenho alma, não tenho vida de amor.

Na história vai ficar ecos de pequenas lembranças, são rastros de momentos felizes.

Tudo o que me dizes não importa, pois esta abrindo a porta para eu sair.

Vagueio sem rota tentado esquecer a aposta que fiz a mim mesmo.

Uma loucura me faz lúcido, penso que não te perdi, estou louco amando você.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Em ver lhe Ser!


Opa...Cabelos brancos
Não tinha reparado
Que isso? Rugas?
Que miragem absurda.

Um dia trombei com um amigo
Me olhou de cima embaixo
Parece que viu um fantasma
Rindo por fora chorei por dentro.

Tudo passa muito rápido
Sempre sem tempo
Quando vou a casa de alguém
Igual a visita de médico.

Que negócio complicado
Fingir que sou jovem
Maquiar meu caráter
Com base dos outros.

A paixão já não rola
Difícil de fechar a gola
No aperto do peito que isola
Meus mitos dos sonhos.

Sacrilégio a parte
Em qual vida vou viver
Naquela que já não existe?
A lagrima rola no rosto.

Face de verdade ou mentira
Linha tênue entre as loucuras
A visão que sempre procura
Um amanhã no entardecer.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Perdendo os cabelos


Menina criada entre muros
Não se expõe nem pra si mesma
Conhece o mundo pelos lados das telas
Ninguém sabe ao certo se existe

Um apaixonado escondido a frente
E pede pra jogar suas tranças
Mas o chão esta firme como uma rocha
Seu cabelo estica mas não consegue  beijar

Cresce com conceitos formados
Se casa pelos motivos errados
Ama sem nunca ter conhecido o Amor
Que torre tão alta que não permite a dor

Jogue-me suas tranças
Permita-se as lembranças
Não tenha medo de sofrer
Larga esse cabelo preso e foge

Lá bem distante de tudo
Dinamita logo esse muro
Que te limita de ver além
E olhe bem nos meus olhos

Se pensares direito
Que mal há em abrir o peito
Permitir os sabores
Arranhar as canelas
Se cansar da preguiça

Querida menina Rapunzel
Não queira sempre ir pro céu
Viva o aqui e agora do jeito que quiser
Seja feliz mesmo se perder os cabelos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Competir?



Experimente a vida o que você tem a perder?

Saber perder é a base fundamental de qualquer lição.

Aprender a Ser é saber transitar entre as perdas e ganhos sem fixação.

Viver é compreender que não se necessita jogar de uma vez todas as fixas.

Dando o seu melhor você é muito mais que um vencedor.

Em qualquer direção que vá, sempre se vai encontrar outra forma de ir.

Assim teremos todo tempo e todo espaço pra realmente compreender o Amor.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Poeta X Mistério



Ao longe o poeta grita até aparecer as tripas em seu dorso e as veias no pescoço.

Ninguém o ouve porque não interessa a conversa de pensar em suas vidas.

Chegou perto e num sopro, confundiu as vistas do zarolho, que colocou suas barbas de molho.

Como se não bastasse, pegou no cajado e deu uma bruta surra no tal do mistério.

Tremendo de ódio o mistério ensandecido se armou com as palavras mais difíceis de encontrar no dicionário.

O poeta sorriu de deboche e traduziu tudo quanto era complexo bem em pequenos versos.

Então o mistério aloprado, ergueu a cabeça e fugiu pra se esconder dentro do armário.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Amargo Vampiro


Sadomasoquismo ingrato, que história é essa de prova universal do amor?
Será que tenho que morder o peito da mamãe sempre que me dá tesão?
Sub-lime-ação? Ou Sublimação? Quem perde ou ganha com isso?
Vieram muitos mestres antes de nós com os mesmos nós pra desenrolar.
Até Sigmund Freud tinha os pés amarrados na herança dos antepassados.
Tento pensar em Jesus, quando virou a face pra uma outra bordoada.
O negócio é mesmo do jeito que ele ensinou, não levar as inconsciências para o lado pessoal.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quem somos?




Quem somos para as estrelas? Será que o firmamento? Será que existe algum argumento entre a razão e seu brilho?

O pó! O pó de estrelas. Mente sã em corpo são da primeira geração até a volta
ao paraíso.

Soma, prana e aton na virtude condalinea porquanto pura, instantânea e complexa.

Onde mora a razão? Será que no micro ou o macro da gestalt? Seria nas
obras de arte? Ou será que mora lá em Marte?

O pensamento é o único instante. Existe entre o murmúrio e auto exclamação,
porém, não se deve prega-lo na parede.

Espaços de linhas retas em círculos de dimensões infinitas no cintilar da noite.

Talvez as estrelas nos olhem lá de cima nos contando e contemplando. Talvez sejamos cadentes ou então firmes e reluzentes e que nossos brilhos as alimentem de Amores e Esperanças.